O culto que incendiou Curitiba e gerou debate sobre liberdade

A polêmica em torno dos cultos espontâneos no Colégio São Paulo Apóstolo, em Curitiba, expôs o embate entre laicidade e fé e reacendeu o debate sobre liberdade religiosa nas escolas, mobilizando políticos, líderes cristãos e toda a sociedade
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Redação

Equipe de redação do portal FPC

O Caso em Curitiba

Aqui em Curitiba, no Colégio Estadual São Paulo Apóstolo, um grupo de alunos começou a se reunir de forma espontânea nos intervalos para orar, ler a Bíblia e conversar sobre fé. Aparentemente nada imposto, nada obrigatório, mas apenas os jovens que decidiram usar o tempo livre para expressar sua fé.

Mas o que parecia uma simples demonstração de fé acabou gerando uma grande polêmica. Aconteceu que a direção da escola registrou uma ocorrência contra o estudante Samuel Proença de Souza, que liderava as reuniões, e pediu que ele interrompesse as atividades, alegando que a escola deve manter a laicidade.

A decisão provocou uma onda de reações. Nas redes sociais, vídeos de alunas zombando dos cultos viralizaram, e algumas mensagens passaram do limite, gerando denúncias de intolerância religiosa.

A Resposta do Governo do Paraná

A repercussão foi tão grande que o governo estadual precisou se manifestar oficialmente. A Secretaria de Educação do Paraná (Seed-PR) publicou uma nota esclarecendo que manifestações individuais de fé são permitidas, desde que não atrapalhem as aulas nem forcem ninguém a participar.

Na prática, isso foi visto como uma liberação dos cultos voluntários realizados nos intervalos.

Projetos de Lei e Apoio Político

O caso também chegou à política. A vereadora Meri Martins apresentou um projeto de lei em Curitiba garantindo o direito dos alunos de praticarem sua fé durante os intervalos. O deputado estadual Alexandre Amaro levou proposta semelhante à Assembleia Legislativa do Paraná.

O vice-prefeito de Curitiba, Paulo Eduardo Martins, reuniu-se com Samuel e declarou apoio público, afirmando que o Estado laico deve proteger, e não censurar, quem deseja expressar sua fé.

Reações Cristãs e de Lideranças Públicas

Entre os cristãos, a história foi recebida como um exemplo de resistência e de liberdade religiosa. Muitos viram no gesto dos alunos um sinal de coragem e autenticidade, mostrando que ainda é possível viver o Evangelho em ambientes públicos com respeito e equilíbrio.

As manifestações de apoio se multiplicaram em todo o país:

  • Deltan Dallagnol condenou a proibição como um “absurdo” e um ataque à liberdade religiosa. Em post no X, afirmou: “Toda minha solidariedade ao Samuel e a todos os jovens que estavam no grupo de oração. Estamos juntos nesta luta!” O comentário teve grande repercussão e destacou o que ele chamou de “período perigoso para a fé no Brasil.”

  • Paulo Eduardo Martins, vice-prefeito de Curitiba, elogiou a postura do jovem, destacando sua “coragem, fé e amor ao próximo”, e reforçou: “O Estado laico é exatamente a garantia do exercício da liberdade religiosa, não a sua vedação.”

  • Alexandre Amaro, deputado estadual, classificou a decisão da escola como inconstitucional, dizendo: “O Estado laico é neutro, não favorece nem persegue nenhuma religião. Vemos jovens se reunindo para coisas erradas, mas quando é para falar de fé, vira problema.” O parlamentar apresentou o Projeto de Lei nº 871/2025, que garante o direito de atividades religiosas voluntárias nos intervalos.

  • Meri Martins, vereadora, reforçou que o projeto municipal busca “proteger a diversidade religiosa sem coerção”.

  • Guilherme Kilter, vereador, gravou um vídeo chamando o episódio de “um verdadeiro atentado contra a liberdade religiosa desses alunos”, e o conteúdo viralizou com mais de mil curtidas.


Apoio de Líderes Cristãos e Entidades

O tema também mobilizou líderes religiosos e instituições cristãs:

  • Padre Kelmon, sacerdote ortodoxo, publicou mensagens sobre liberdade religiosa, afirmando que “nenhum poder terreno tem o direito de calar a fé de um povo” e que negar isso “fere a dignidade humana”.

  • O Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) divulgou um parecer classificando a proibição como “violação grave dos Direitos Humanos”. Segundo o documento: “Laicidade não significa exclusão da fé no espaço público; é a garantia de que todas as crenças possam coexistir.”

O parecer foi amplamente compartilhado por líderes evangélicos e católicos e reforçou o debate sobre o equilíbrio entre laicidade e liberdade de expressão religiosa.

“Até o momento (20 de outubro de 2025), o debate segue vivo nas redes e assembleias, inspirando jovens a viverem sua fé com coragem. Quem sabe o que virá nos próximos dias? Compartilhe sua visão nos comentários!”

Eis abaixo o vídeo onde o vereador Guilherme Kilter expõe sua manifestação sobre o caso:

Assista ao vídeo

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