A ligação entre a ansiedade e o uso das telas

Estamos ansiosos e conectados demais. O uso excessivo das telas tem adoecido mentes e corações, afetando o equilíbrio emocional de milhões de brasileiros.
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Redação

Equipe de redação do portal FPC

Olá, amigos! Acabei de ler uma matéria no G1 sobre ansiedade. Fiquei pensando a respeito de como muitos de nós sofremos com isso.

Com 18 milhões de brasileiros vivendo com algum transtorno de ansiedade, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil lidera o ranking mundial. Mas o que mais me chamou a atenção foi o impacto das telas na nossa saúde mental e a diferença entre a ansiedade “normal” e a patológica.

Ansiedade “boa” e  ruim

Todos nós sentimos ansiedade em algum momento. Aquele frio na barriga antes de uma entrevista de emprego, uma prova importante ou um encontro especial. Essa é a ansiedade “normal” ou adaptativa. Ela funciona como um mecanismo do nosso corpo para nos preparar para desafios, liberando energia e nos mantendo alertas. Neurologicamente, isso envolve o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, que libera cortisol, o hormônio do estresse, para nos manter focados e prontos.

Porém, quando a ansiedade ultrapassa esse ponto e começa a atrapalhar a vida, ela se torna patológica. Essa ansiedade é persistente, intensa e desproporcional, impactando o sono, o trabalho e os relacionamentos. A psiquiatra Camila Magalhães Silveira, citada na matéria, explica que a ansiedade patológica se caracteriza por preocupação excessiva, sintomas físicos como taquicardia, tremores, falta de ar, angústia no peito e até tontura. Por exemplo, uma pessoa pode evitar situações do cotidiano, como pegar um metrô ou falar em público, por medo intenso. Isso já é um sinal de transtorno, como fobia social ou síndrome do pânico.

No cérebro, a ansiedade patológica está ligada a desequilíbrios químicos: há maior liberação de cortisol e menor disponibilidade de serotonina, o neurotransmissor responsável pelo bem-estar. Isso pode levar a sintomas como insônia, irritabilidade e até depressão, já que, segundo o psiquiatra Márcio Bernik, a ansiedade não tratada em jovens pode evoluir para problemas mais graves na vida adulta.

O perigo das Telas

Agora, vamos ao ponto que mais me preocupou.

No Brasil, passamos, em média, 9 horas por dia conectados a smartphones, computadores e TVs. Esse tempo excessivo mantém nosso cérebro em um estado de alerta constante, como se estivéssemos sempre “ligados no 220V”. O resultado disso é um aumento alarmante nos casos de ansiedade, especialmente entre os mais jovens.

Um levantamento do Ministério da Saúde, entre 2014 e 2024, mostrou um crescimento de 1.500% nos atendimentos por transtornos de ansiedade no SUS entre crianças de 10 a 14 anos. Entre adolescentes de 15 a 19 anos, o aumento foi ainda mais chocante: 3.000% em uma década! Não é coincidência que esse período coincide com a explosão do uso de celulares e redes sociais.

Estudos citados na matéria mostram que, a partir dos 8 ou 9 anos, crianças ansiosas apresentam alterações na amígdala, a região do cérebro ligada ao medo e às emoções. Essa hiperatividade da amígdala se intensifica na adolescência, especialmente com a exposição constante a telas. As redes sociais bombardeiam os jovens com comparações irreais, notificações incessantes e uma pressão para estar sempre “conectado”. Como conta Gabriel Carvalho do Nascimento, biólogo entrevistado, acompanhar a vida alheia nas redes pode levar a um “espiral de problemas”, criando um abismo de insegurança e ansiedade.

O psiquiatra Márcio Bernik reforça que pessoas mais jovens, como as de 30 anos, têm mais transtornos de ansiedade do que gerações mais velhas, de 50 ou 70 anos. Isso sugere que a tecnologia, embora útil, está amplificando o problema. Crianças e adolescentes com sinais como crises de asma antes de provas, gastrite precoce ou mudanças drásticas no apetite (comer demais ou de menos) podem estar sofrendo com ansiedade desencadeada ou agravada pelas telas.

O Que Podemos Fazer? Dicas Práticas e Tratamentos

A boa notícia é que existem formas de lidar com a ansiedade e reduzir o impacto das telas. Aqui vão algumas sugestões baseadas na matéria, com um toque prático para vocês, meus amigos:

Reduza o tempo de tela:

Tente limitar o uso de redes sociais. Gabriel, por exemplo, excluiu redes do celular por recomendação médica e sentiu alívio. Que tal começar com 1 hora a menos por dia? Use esse tempo para atividades offline, como ler ou caminhar.

Exercícios aeróbicos intensos:

Atividades como corrida ou dança, por pelo menos 35 minutos, 4 vezes por semana, são comprovadamente eficazes. Elas liberam endorfinas, que contrabalançam o cortisol e promovem bem-estar.

Procure ajuda profissional:

A terapia cognitivo-comportamental (TCC), disponível até pelo SUS em algumas cidades, é um pilar no tratamento. Ela ajuda a identificar gatilhos e desenvolver estratégias para lidar com a ansiedade. Medicamentos, como antidepressivos ou canabidiol (disponível pelo SUS em São Paulo para casos específicos), podem ser indicados, mas sempre com acompanhamento médico.

Observe os sinais:

Se você sente sintomas físicos persistentes (coração acelerado, insônia, tremores) ou evita situações sociais por medo, é hora de buscar ujuda profissional. A ansiedade patológica não é frescura, é um sinal de que seu corpo e mente precisam de cuidado.

A matéria completa do G1 você encontra aqui

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