Perseguição: Estudantes cristãos sequestrados

Mais de 50 alunos foram sequestrados nesta sexta (21) de uma escola católica no estado de Níger, na Nigéria. É o terceiro ataque em massa da semana: 25 meninas em Kebbi, 38 fiéis em igreja em Kwara e agora estudantes da St. Mary’s levados para a floresta. Presidente Tinubu cancela
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Redação

Equipe de redação do portal FPC

Estudantes cristãos, de escola católica, foram sequestrados quando homens armados invadiram na madrugada desta sexta-feira a Escola Secundária Católica St. Mary’s, em Agwara (estado de Níger), e sequestraram pelo menos 52 alunos que dormiam no internato. Os criminosos usaram um ônibus da própria escola para levar as vítimas para a floresta de Kamuku. Não há contato para resgate até o momento.

O que aconteceu (fonte principal: CNN Brasil)

  • Invasão ocorreu por volta das 2h da madrugada
  • Bandidos armados chegaram de moto, atiraram para o alto e arrombaram dormitórios
  • Número exato ainda varia entre 52 (Arise News) e “mais de 50” (governo local)
  • Polícia e Exército iniciaram buscas na floresta de Kamuku

Onda de ataques da semana

  • 17/nov – 25 alunas sequestradas em escola feminina em Maga (Kebbi); vice-diretor morto
  • 18/nov – 38 fiéis sequestrados dentro de igreja evangélica em Eruku (Kwara) durante culto ao vivo
  • Mais de 50 escolas fechadas em Kwara por medida preventiva

Reação oficial

  • Presidente Bola Tinubu cancelou viagens ao G20 (África do Sul) e à União Africana (Angola)
  • Enviou delegação de emergência aos EUA para discutir crise de segurança
  • Governo do estado de Níger culpa escola por ignorar ordem de fechar internatos

Contexto da violência contra cristãos

Os ataques concentram-se no Cinturão Médio nigeriano e atingem com frequência escolas e igrejas cristãs. Em 2025, até agosto:

  • 7.800 cristãos sequestrados
  • Mais de 7.000 mortos em violência religiosa/étnica (dados Intersociety)

Os sequestros em massa, inicialmente por resgate, ganharam viés religioso em muitos casos, com grupos jihadistas (Boko Haram/ISWAP) e milícias fulani entre os responsáveis. O caso mais emblemático segue sendo o de Leah Sharibu, única refém ainda mantida desde 2018 por se recusar a converter-se ao islã.

Fonte principal desta matéria: reportagem da CNN Brasil

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